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Ações da Petrobras disparam com balanço auditado e pré-sal garantido

Correio do Brasil

 

 

 

 

Os papéis da Petrobras eram negociados na principal bolsa de valores brasileira, nesta quinta-feira, em uma pequena queda após apresentar forte valorização nos últimos dois meses e meio. O valor passou de R$ 8,18, em 30 de janeiro, para R$ 12,86, na véspera, com as ações da petroleira em forte alta. No período, o aumento no valor de cotação das ações pelo mercado é de 57,2%.

O aquecimento nos preços das ações da Petrobras renovou a máxima do ano na Bovespa, impulsionada também pelas ações das siderúrgicas Usiminas e CSN. O vencimento de opções sobre Ibovespa e índice futuro neste pregão também deu fôlego extra à bolsa brasileira.

A subida de R$ 4,68 na cotação dos papéis Petr4 na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) desde o dia 30 de janeiro ajuda a estatal recuperar parte das perdas sofridas no final ano passado.

Os papéis da Petrobras operam em forte alta desde a semana passada. O crescimento aponta indicativo de continuidade devido, entre outras coisas, ao anúncio de balanço auditado da companhia. Os dados devem ser divulgados pela estatal entre sexta e quarta-feiras. No final da tarde, a Petrobras também informou que o plano de desinvestimento da companhia divulgado no início de março não inclui ativos do pré-sal, o que animou ainda mais os investidores.

A empresa divulgou comunicado ao mercado em resposta a pedido de esclarecimentos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre reportagem de um jornal especializado, o qual afirmava que a Petrobras teria incluído ativos do pré-sal no pacote de desinvestimentos. Segundo a Petrobras, o plano de desinvestimentos tem valor total de US$ 13,7 bilhões entre os anos de 2015 e 2016.

“Este plano faz parte do planejamento financeiro da companhia que visa a redução da alavancagem, preservação do caixa e concentração nos investimentos prioritários. O plano de desinvestimento, conforme aprovado, não contém ativos do pré-sal”, afirmou a Petrobras, em nota ao mercado.

Braskem

A suposta intenção de a Petrobras vender sua participação na Braskem também impulsionou para cima os preços das ações, acreditam especialistas. Em esclarecimento sobre essa possível operação de venda, a Petrobras afirmou em nota que tem carteira de desinvestimento “prospectiva”, ou seja, com foco na identificação de reservas de interesse e valorização. Os ativos a serem vendidos, seguindo essa lógica, dependem, portanto, “da análise continua dos negócios da companhia”.

No início do mês passado, a Petrobras anunciou que o valor dessa carteira no período 2015/2016 somava U$$ 13,7 bilhões (cerca de R$ 42 bilhões a preços atuais), incluídos os segmentos de exploração e produção (30%), abastecimento (30%), gás e energia (40%). O plano de negócios anunciado pela empresa no fim de 2013, relativo ao período 2014-2018, previa desinvestimentos de no máximo US$ 11 bilhões (ou cerca de R$ 34 bilhões).

Com isso, a geração de receita de caixa adicional com o programa de desinvestimento, em período da metade do prazo previsto anteriormente, é de R$ 12 bilhões. A iniciativa reduziria a necessidade de buscar recursos em empréstimos nos mercados financeiro e bancário.

Ao longo deste mês, de acordo com o site InfoMoney, a estatal petrolífera já ganhou mais de R$ 46 bilhões de valorização patrimonial, em razão da alta no valor das ações. A estimativa da agência de notícias Bloomberg é que a estatal atualmente valeria no mercado cerca de R$ 166 bilhões.