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18 postos foram interditados por vender combustível adulterado

ROSÂNGELA ARAÚJO

Dezoito postos de combustíveis já foram interditados na Paraíba desde o início do ano por comercializar combustível adulterado. As interdições foram feitas por auditores do Fisco Estadual e fiscais da ANP (Agência Nacional do Petróleo), que intensificaram as fiscalizações nos estabelecimentos e estão coletando material para análise de todos os postos do Estado. Mais de 300 já foram fiscalizados e 166 deles autuados por alguma irregularidade. As interdições só ocorreram nos casos em que a adulteração do combustível é provada pela análise.
O chefe do Núcleo de Fiscalização de Combustível da Receita Estadual, Sidney Wapson Fagundes da Silva, disse que o trabalho de inspeção nos estabelecimentos foram iniciados em 2004 com o primeiro convênio firmado entre o Fisco Estadual e a ANP. As ações foram reforçadas em 2005 e 2006 e com a instalação de um escritório da Agência em João Pessoa, em maio deste ano, as atividades ganharam uma maior intensificação e os resultados estão sendo vistos na prática, com as autuações e interdições já contabilizadas em 2007.
Segundo ele, muitas das fiscalizações são feitas em conjunto entre a ANP e o Fisco, outras, realizadas por cada órgão individualmente. O resultado das ações desses anos de convênio está registrado num relatório de 47 páginas, mostrando as principais irregularidades praticadas pelos donos dos postos. No caso das autuações, elas acontecem por problemas diversos, a exemplo da falta de informação correta nas bombas, de equipamentos necessários ao manuseio dos funcionários, entre outros.
Em Cacimba de Dentro, Alagoinha, Cabedelo e Barra de São Miguel, os dois órgãos interditaram postos, porque eles estavam comercializando álcool fora das especificações da Agência Nacional do Petróleo. Em postos de outras cidades, o problema também aconteceu com a gasolina. As fiscalizações vão continuar por todo o Estado de forma contínua, de acordo com Sidney Wapson. Dos postos que foram interditados, alguns já regularizaram a situação e voltaram a funcionar, a exemplo do situado em Cabedelo.