Lula visita a Bélgica em busca de parcerias
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Fonte: Agência Brasil
Durante os dois dias de visita a Bruxelas, o presidente Luiz inácio Lula da Silva busca apoio e parcerias com o governo belga. Nesta segunda-feira, o presidente se encontrou com o rei Albert II, no castelo Laeken. No domingo, durante encontro com o primeiro-ministro do país, Herman van Rompuy, Lula assinou acordos de cooperação e pediu apoio para temas internacionais nos quais os dois países têm interesse.
Um dos assuntos mais tratados durante o encontro dos chefes de Estado no domingo foi a questão ambiental, segundo o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. Durante discurso na assinatura dos acordos, o presidente disse que vê na Bélgica um aliado fundamental no fortalecimento da parceria estratégica que o Brasil e a União Europeia consolidarão na Cúpula de Estocolmo, referindo-se ao encontro sobre mudanças climáticas que haverá em dezembro na capital dinamarquesa.
O presidente deu o tom que o Brasil vai dar no encontro. "Assumimos uma posição de liderança que nos permitirá cobrar de todos, especialmente dos mais ricos, metas de redução claras e ambiciosas", disse Amorim. Ele afirmou que está seguro de que é possível preservar o planeta sem atentar contra o desenvolvimento dos países mais pobres.
O primeiro-ministro belga classificou as mudanças climáticas como a mais grave ameaça para as futuras gerações. E disse que o Brasil, em parceria com a União Européia, vai ter um papel de liderança nas semanas que antecedem a conferência em Copenhague.
Rompuy também destacou que a crise financeira que afetou o mundo não foi sentida da mesma forma pelo Brasil. Segundo ele, a força do sistema bancário brasileiro, a capacidade do mercado interno e as medidas que o governo tomou minimizaram o impacto no País. "Um tsunami foi reduzido a uma tiny wave (onda pequena)", disse o primeiro-ministro, tentando traduzir a palavra "marolinha", usada por Lula ao se referir aos efeitos da crise no Brasil.

